Ouvia recorrentemente, há uns anos, que Portugal tinha bons polícias e bons pilotos. Dizia-se inclusive que os GOI eram dos melhores mas os méritos estendiam-se à polícia de investigação. Dizia-se por cá, que lá foram não se fala de Portugal. Sempre tive essas afirmações por vazias de sentido. São como que o contraponto à prática nacional de falar mal de nós próprios. Precisamos de algo para contrapor e refugiamo-nos nesses dois factores. A realidade é que éramos um meio pequeno com uma criminalidade tosca e um espírito de aldeia onde tudo se sabia e alguém sempre contava. Mesmo assim sempre houve quem escapasse bastando sofisticar um bocadinho ou ter as influências certas.
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Tribunal absolve seis dos sete arguidos na venda da Lanalgo
Os juízes do tribunal criminal da Boa-Hora que julgaram o caso Lanalgo deixaram implícita na sentença uma crítica à investigação da Polícia Judiciária (PJ), referindo que se ficou "na fronteira" e que a "única solução era a absolvição". Seis dos sete arguidos foram absolvidos, tendo um deles sido condenado a 50 meses de prisão remível a multa, por peculato.
A sentença, citada pelo Jornal de Notícias, dá conta de que a prova produzida foi insuficiente para condenar por crime de participação económica em negócio os quatro funcionários tributários, os dois proprietários de uma leiloeira e um empresário. Os factos apurados tornam o caso numa "infeliz coincidência". E acrescentam os juízes: "Ficámos na fronteira, mas a única solução era a absolvição." (...)