
A história remonta a 27 de Fevereiro. O procurador foi mandado parar porque estava a falar ao telemóvel. Não gostou e reagiu. "Eu não pago nada, apreenda-me tudo. C..., estou a divorciar-me, já tenho problemas que cheguem. Não gosto nada de identificar-me com este cartão, mas sou procurador. Não pago e não assino. Ai você quer vingança? Então o agente F. ainda vai ouvir falar de mim. Quero a sua identificação e o seu local de trabalho", afirmou o magistrado.
O polícia queixou-se à Procuradoria Distrital, sobre o comportamento do procurador, que decidiu arquivar liminarmente o processo. "Com efeito, nem o vocábulo ‘c...’ encerra qualquer epíteto dirigido à autoridade nem o alerta de que ‘ainda vai ouvir falar de mim’ contém a anunciação de um ‘mal futuro’", conclui o magistrado.(...)
Dizer-se que "não pago nada e não assino" é uma referência de opção pessoal que apenas terá reflexos na marcha e tramitação do processo contra-ordenacional, diz o procurador que assinou a queixa do polícia, garantindo que o palavrão foi desabafo.
A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa foi célere em resolver o processo e concluiu: "Estamos em crer, sem margem para dúvidas, que a matéria comunicada não constitui qualquer ilícito penal ou disciplinar", lê-se na decisão."
fonte: http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=265DE073-31CA-4117-8B0D-5D4A8CBD1E25&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010