
Férias: Nasci pra isto!Twit: Férias na Praia da Rocha 2009 – Depois do choque do ano passado as pessoas (entenda-se lojistas, empregados de cafetaria e restauração) estão simpáticas. Como não sentia há anos! Viva a crise, eu adoro a crise! A propósito há DEZENAS de placas nas montras com a inscrição “empregado/ precisa-se”!
Twit: Férias na Praia da Rocha 2009 – Quando é que alguém controla a população de gaivotas desta terra? Está absolutamente fora de controlo. Tudo o que é demais....
Twit: Férias na Praia da Rocha 2009 – E, já agora, o betão? Quando é que (alguém controla...) pára??? Péssima ideia o preenchimento de toda a marginal empedrada Praia da Rocha – Alvor com “blocos loja” a cortar a vista para o mar. Já mal se consegue ver o mar no percurso à beira mar. Isto tem cabimento? Estas bancas servem, entre outros fins, para os ciganos venderem marcas contrafeitas. Serão bancas camarárias?
Twit: Férias na Praia da Rocha 2009 – Lição de civismo, no Continente de Portimão enquanto tentava sózinho e desajeitadamente despejar parte do conteúdo de uma caixa de cerejas para um saco (evitanto assim sujar as mãos), um estranho aproxima-se e ajuda-me a segurar o saco. Caem várias cerejas que me ajuda a apanhar. Desabafa muito cortezmente quando me queixo da minha falta de jeito: Tem que se ter cuidado que são caras, é uma fruta cara. As boas lições são assim, com generosidade, sem arrogância.
Twit: Porque raio o Adobe Reader ainda não permite sublinhar os documentos ou marcar páginas?
Twit: Banda larga móvel - Só peca pelo custo do equipamento e por ter chegado tão tarde!

A história remonta a 27 de Fevereiro. O procurador foi mandado parar porque estava a falar ao telemóvel. Não gostou e reagiu. "Eu não pago nada, apreenda-me tudo. C..., estou a divorciar-me, já tenho problemas que cheguem. Não gosto nada de identificar-me com este cartão, mas sou procurador. Não pago e não assino. Ai você quer vingança? Então o agente F. ainda vai ouvir falar de mim. Quero a sua identificação e o seu local de trabalho", afirmou o magistrado.
O polícia queixou-se à Procuradoria Distrital, sobre o comportamento do procurador, que decidiu arquivar liminarmente o processo. "Com efeito, nem o vocábulo ‘c...’ encerra qualquer epíteto dirigido à autoridade nem o alerta de que ‘ainda vai ouvir falar de mim’ contém a anunciação de um ‘mal futuro’", conclui o magistrado.(...)
Dizer-se que "não pago nada e não assino" é uma referência de opção pessoal que apenas terá reflexos na marcha e tramitação do processo contra-ordenacional, diz o procurador que assinou a queixa do polícia, garantindo que o palavrão foi desabafo.
A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa foi célere em resolver o processo e concluiu: "Estamos em crer, sem margem para dúvidas, que a matéria comunicada não constitui qualquer ilícito penal ou disciplinar", lê-se na decisão."
fonte: http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=265DE073-31CA-4117-8B0D-5D4A8CBD1E25&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
| Índice/Acções | Valor | |
|---|---|---|
| BCP | 0,613 |
P: O voluntarismo do Tesouro e da Reserva Federal americanas, ao não deixar cair os demasiado grandes para falir, na realidade é para capitalizar os bancos zombies (como já chamam a alguns dos grandes bancos na América) e deitar dinheiro para os seus accionistas principais, ou é mesmo para injectar liquidez na economia real, como se diz?
R: Todo o sistema especulativo na fase de expansão estava apoiado num aumento real da produção, ancorado por sua vez nos grandes avanços de produtividade que as novas tecnologias permitiram. A repartição da riqueza produzida deu-se numa aliança de fato entre os CEO das corporações (tipicamente com salários de dezenas de milhões de dólares) e os grandes accionistas e investidores institucionais (os grandes fundos de especulação). Não se trata de uma conspiração: trata-se de uma festa bastante alegre ("festa com chapéu dos outros", dizemos no Brasil), onde quem tinha assento à mesa achava óptimo colaborar.
P: Mas para que servem, então, os reguladores?
R: Quanto aos organismos reguladores, Joseph Stiglitz já mostrou como são as mesmas pessoas que ora estão no Tesouro, ora no FMI, ora na Wall Street, ora na Reserva Federal. Em vez de prestarem serviços financeiros, essencialmente se serviam, e ninguém gosta de estragar festas, sobretudo quando participa.
P: Uma consultora americana, Catherine Austin Fitts, denunciou na América que o que se assistiu desde os anos 1990 com a revogação de peças centrais da regulação e com a gestão das bolhas por Alan Greenspan foi um verdadeiro "golpe de estado financeiro". Uma "criatura" na sombra surgiu de facto dessa vaga de "inovações financeiras"?
R: Como mencionei acima, não se precisa de teoria conspiratória, quando todos estão de acordo em se servir sem pensar muito no futuro ou na sociedade. As instituições de avaliação de risco eram (e são) pagas por quem avaliavam, ainda que um AAA custasse caro - até a Lehman tinha. As empresas de auditoria, com todos os seus códigos de ética, eram consultoras de quem controlavam, uma mão lavando a outra, como no caso da Artur Andersen. Os governos que deveriam regular o sistema financeiro, são constituídos por pessoas eleitas com o dinheiro das corporações. Como pode existir um sistema de regulação e controlo quando os reguladores são, de alto a baixo do sistema, pagos por quem devem regular? O Greenspan é simpático, pois confessa as maldades, inclusive as razões da guerra com o Iraque. Só que confessa, lamentavelmente, depois. No Tesouro entrou um executivo da Goldman & Sachs. Tutti buona gente. Mas sem dúvida que a revogação do sistema de regulação financeira nos Estados Unidos, no final dos anos 1990, foi rigorosamente um ataque organizado contra a economia real, batalhado pelos grandes especuladores, e vale a pena ver como se deu a votação.
P: E esse "monstro" acabou por engolir os seus próprios pais? Greenspan teve azar - esperava gerir uma aterragem suave e acabou deixando o maior presente envenenado desde a Grande Depressão?
R: No excelente documentário 'The Corporation', Michael Moore comenta esta estranha propensão das corporações, que são capazes de nos vender uma corda para alguém que queira enforcá-los, conquanto possam ganhar um dólar na venda. Neste sistema, se não houver controlo externo, político, sobre como são manejados os nossos recursos, simplesmente continuaremos a nos matar de trabalho para produzir um mundo de coisas idiotas, em vez de reduzir a jornada de trabalho, evoluir para um consumo menos denso em Barbies e mais denso em cultura, com maior presença dos bens gratuitos (família, passeios, festas, eventos culturais).R: Michel Chossudovsky, economista canadiano, estima que o dinheiro injectado nos bancos não está servindo para lhes devolver liquidez para que voltem a emprestar e a dinamizar a economia. Os bancos estão comprando activos baratos, consolidando ainda mais o seu oligopólio, ou simplesmente sentando em cima do dinheiro para reduzir a alavancagem. No caso do Brasil, Amir Khair mostrou que os cerca de 100 mil milhões de reais (33 mil milhões de euros) de apoio aos bancos os levou a aplicar o dinheiro em títulos públicos, lucrando com a elevada taxa básica do país (a SELIC, hoje em 11,25%), e com risco zero. Assim, além de lhes adiantar dinheiro público, a população paga através dos impostos a renda sobre o próprio dinheiro. Isto se chama "arquitectura financeira". Transformar dinheiro em investimento, identificando empresas promissoras, fazendo o seguimento dos potenciais económicos reais, é muito mais trabalhoso do que vender pacotes de papéis, os simpaticamente chamados "Structured Investment Vehicles", ou investir em outros papéis. O sistema financeiro simplesmente se desgarrou da economia real, esqueceu que constitui uma autorização pública para trabalhar com dinheiro do público dentro de parâmetros fixados por lei, e teoricamente sob controlo de um banco central. Ninguém estava (ou está) regulando mais nada.
(...)
"Há hoje milhares de exemplos, desde o sítio na web Prosper que permite contacto directo entre poupadores e tomadores de empréstimos, até Organizações Não Governamentais (ONG) de intermediação financeira que trabalham na base da confiança nas comunidades onde conhecem efectivamente as pessoas e as oportunidades. O Placements Ethiques na França apresenta ONG de intermediação financeira que emprestam, que têm activos de grande porte, sem uma pirâmide de intermediários em cima. O sistema precisa de ser liberalizado, retirado das mãos dos atravessadores [intermediários] e dos especuladores, de forma a que o dinheiro volte a servir ao desenvolvimento."
Enquanto isso, nós por cá, apesar da crise, da criminalidade, da falência das autarquias, do primeiro ministro ser constantemente conotado com fraudes e crimes de corrupção, a polémica (que envolveu reacção de TODOS os partidos da reacção) é esta:
RTP retira da emissão anúncio à Antena 1 que gerou polémica
O anúncio: http://videos.sapo.pt/vrKeS9cJAJIVqKroMVsy


O que fizeram ao meu amido?
Como seria antes? Como poderia ter sido?
Amigo amido...
Será seguro agora que comido?
E se não o modificassem,
teria sido?
E será que sofreu no processo?
Foi um avanço ou um retrocesso?
E se o têm deixado quietinho
seria mais barato o croassantzinho?
E o texto rimaria da mesma irritante forma?

Depois disto do que vale as críticas à morosidade da Justiça ou às leis penais que dificultam o combate ao crime económico? Com esta portaria, de 30 de Dezembro, Pinto Monteiro recebeu um excelente presente de Natal e já pode andar por aí, todo vaidoso, de colar ao peito."
).
!!!! Não lhe fica muito bem....
A associação de defesa do consumidor, DECO, organiza no próximo sábado uma jornada nacional de protesto contra o preço dos combustíveis, apelando aos consumidores para não abastecerem os veículos durante todo o dia.
O slogan da campanha lançada pela DECO é: "Preços dos Combustíveis: assim não! Sábado 27: Não se esqueça, não abasteça".
A DECO quer com este protesto, que as petrolíferas façam repercutir no preço de venda ao público as reais variações dos preços das matérias-primas.
Reivindica ainda que a Autoridade da Concorrência exerça "com eficácia as suas competências de fiscalização e supervisão" do mercado, vigiando em permanência a evolução dos preços e reprimindo eventuais práticas restritivas da concorrência.
A DECO quer ainda que o Governo crie uma "estrutura específica de regulação deste sector", que tenha capacidades "efectivas de intervenção" e que fomente o aparecimento de novos operadores no mercado.
A associação de defesa dos consumidores diz que as petrolíferas respondem de imediato ao aumento do petróleo com aumento dos preços dos combustíveis, mas que no caso da descida do petróleo, as empresas "mantêm discricionariamente os preços".
Refere ainda que o mercado nacional é dominado por três empresas, "numa verdadeira situação de oligopólio", que praticam preços idênticos entre si, o que demonstra a falta de concorrência do mercado.
Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1016398
Na zona onde moro há um café onde trabalham várias pessoas jovens portuguesas. Para quem vive em Lisboa isto é uma excentricidade na medida em que de há uns tempos para cá até já nos habituamos que “oi?” não significa olá mas sim “O que é que tu estás para aí a dizer?”.
Nesse quadro de quase surrealismo, enquanto bebia uma bica ao balcão, assisto a um delicioso diálogo entre uma cliente e as duas funcionárias. Miúdas novas, na casa dos 20 anos. A cliente inquiria se não tinham encontrado um livro. A resposta foi afirmativa. Tinham-no à mais de um mês. A cliente tinha estado de férias mas sabia que o podia ter deixado numa mesa. A empregada devolve-o dizendo que, caso ninguém o reclamasse, já tencionava leva-lo para casa para o ler. A colega já estava em fila de espera para o mesmo. Nisto desatam as três a discutir livros que já tinham lido e autores de que gostavam. Diálogo delicioso, genuíno, insuspeito naquele local. No final ficou combinado o empréstimo do dito.
É impossível provar que foram efectivamente produzidos por elementos policiais mas parece-me um pouco rebuscado achar o contrário.