
Descobri que quero fazer anos ao sábado para o resto da minha vida.
Quero-os fazer com a pessoa que amo ao meu lado ter o dia todo para desfrutar disso e fazê-lo num sítio igualmente bonito – recomendo!
Já não me lembro da última vez que fiz anos ao Sábado. Minto. Agora que penso nisso, lembro-me. Sou agora muito mais feliz.
De acordo com a publicação Victor Sancho garante não ser o responsável por qualquer fuga de informação.
A Interpol começou a investigar o caso em 2005 após um pedido de Polícia Judiciária.Um ano depois a empresa blogspot onde o blogue está instalado recusou prestar qualquer informação e o caso acabou por ser arquivado."
Portanto este "importante" criminoso que motiva tal investigação internacional é um tipo que basicamente "meteu a boca no trombone" e contou(?) coisas que não se queria que se soubessem.
Fico contente que, sendo nós um país seguro onde não se andam a abrir cabeças a ourives com martelos nem a assaltar carros blindados à bomba, a Interpol gaste os seus recursos em tão hediondo crime da fuga de informação!
Estamos bem!

Há dias em que nos apetece apenas estar no silêncio a ouvir uma boa música, ou só apenas o silêncio. São dias em que pensamos que devíamos ter mais tempo para ler todos os livros que comprámos mas que não tivemos tempo, físico ou mental, para ler. Há dias em que só queremos poder ler esses e muitos outros que não queremos que a vida acabe sem os ler. E jornais e revistas. E apreciar n outras coisas. E desejamos não passar os dias a fazer coisas parvas desprovidas de sentido mas antes aproveitar para enriquecer culturalmente, ludicamente, moralmente. Infelizmente esses dias são raros. E assim como os animaizinhos passam quase todo o seu tempo em busca de comida e de elementos para sobreviver, também nós desperdiçamos grande parte da nossa vida a laborar para que, como alguém disse, possamos vender hambúrgueres uns aos outros e ainda possamos pagar ao banco as dívidas que contraímos para comprar os hambúrgueres. E os livros. E a música, e o aparelho que a toca.


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
Dar um nome de um personagem que cometeu um enorme erro de navegação tendo ido para o sítio absolutamente errado em relação às suas pretensões não deixa de ter a sua piada. Nesta escola será que alguém chega ao destino que traça? (refira-se que a escolha tem bastantes alunos...)


O simpático Enes Skrgo, curador do espaço, arrancou em estilo: "Amigos, sou um dos maiores admiradores de um compatriota vosso..." Imbuídos do espírito "da bola", arriscámos os nomes dos talentos inevitáveis no desporto-rei, um dos habituais veículos de ligação entre os povos - "Cristiano Ronaldo, Eusébio, Figo?" Afinal era outro o craque: "Fernando Pessoa, esse é que é o maior de sempre!"
Digam lá se não se fica com uma pontinha de orgulho?
